Mobilidade de Estudantes

Existem dois tipos de mobilidade Erasmus para estudantes:

SMS – Student Mobility for Studies – Mobilidade de estudantes para estudos

SMT – Student Mobility for Traineeships – Mobilidade de estudantes para estágios.

A principal diferença entre estes tipos de mobilidade é que na primeira (SMS) o estudante realiza um período de mobilidade em que são ministradas unidades curriculares (UC) na Instituição de Ensino Superior de destino (IES), que são reconhecidas ou dão equivalência às UC que esse estudante iria realizar na sua IES de origem. Na segunda (SMT) o período de mobilidade deve de ocorrer em local de estágio, ou seja, em contacto directo com o mercado de trabalho.

Na Cruz Vermelha Portuguesa – Ensino Superior (CVP-ES), podes usufruir dos dois tipos de mobilidade.

Qualquer que seja a tua motivação para a mobilidade, serás orientado para aquela que melhor responde aos teus objetivos de aprendizagem e que está de acordo com as mobilidades possibilitadas pela subvenção atribuída à CVP-ES no respetivo ano letivo.

Outras diferenças entre SMS e SMT:

O valor da bolsa a ser atribuída é diferente. A bolsa para mobilidades SMT é ligeiramente superior à bolsa para SMS, pelo que será esta a bolsa prioritária a ser atribuída a estudantes a realizar mobilidades que compreendam essencialmente estágio. Actividades associadas como cursos internacionais mesmo que tenha estágio agregado são consideradas SMS.

Que vantagens existem nas mobilidades SMT?

Existe a possibilidade de o acordo de aprendizagem (learning agreement) ser estabelecido directamente com uma empresa, neste caso um hospital ou instituição de saúde que possua a competência para receber estagiários da área de estudos e para atingir as competências acordadas. Isto permite ao estudante, no caso de pretender realizar uma mobilidade para um país em que a CVP-ES não possua acordo institucional, possa estabelecer um contacto com uma empresa do país, confirmar se existe um tutor clínico e poder avançar com o processo de criação da sua mobilidade em acordo com as necessidades de aprendizagem do seu currículo.

Como se processa a candidatura a uma mobilidade?

1º passo – querer realizar uma mobilidade. Para isto, é necessário que o estudante consulte as IES com as quais a CVP-ES possui acordos de mobilidade. Com estas instituições existem já regras de mobilidade que facilitam o processo. Igualmente existe já um trabalho prévio e um conhecimento entre os participantes/parceiros que permite dar ao estudante uma oportunidade de qualidade que seja uma mais valia no seu processo de aprendizagem.

2º passo – verificar a disponibilidade financeira. A mobilidade é suportada por uma bolsa atribuída e que visa pagar a viagem de ida e volta e o alojamento pelo período de mobilidade acordado. As restantes despesas (propina, alimentação, transportes, comunicações, etc…) serão da responsabilidade do estudante. Além destas despesas, necessitam de verificar qual o custo de vida do país de destino que implicará uma diminuição ou aumento do valor de cada uma das despesas anteriormente identificadas. Para esta consulta aconselhamos o site da EURES, na secção viver e trabalhar. A CVP-ES suporta os incrementos dos seguros, co-financiando assim a mobilidade. Este passo é de extrema importância porque o estudante deve ponderar que irá gastar um pouco mais do que está habituado e que terá de garantir este facto. O não cumprimento do período de mobilidade sem motivo de força maior implica a devolução na íntegra da bolsa atribuída à Agência Nacional PROALV.

3º passo – verificar o tipo de vida do país de origem. Por exemplo, nos países do norte da Europa, como sendo a Dinamarca, Finlândia e Noruega, durante o inverno apenas existem 3 a 4 horas de luz do dia, sendo o restante período de tempo noite cerrada. Além disto, existe neve em ambundância. Por outro lado, durante a primavera, não existe noite, apenas uma luminosidade equivalente às 21h30 durante o verão em Portugal. Este facto deve ser tido em conta e o estudante deve ter presente que pode não estar preparado para esta experiência e optar por uma mobilidade em outro país.

4º passo – verificar as precedências para as UC realizadas em mobilidade. Algumas UC possuem precedências. É necessário que o estudante conheça as mesmas e pondere se está em condições para obter aproveitamento nas mesmas. Caso existam reservas evidentes sobre a obtenção de aproveitamento, o estudante deve de ponderar logo à partida essa mesma hipótese. Deste modo facilita o acesso à mobilidade de colegas em melhores situações.

5º passo – informar-se da creditação da sua mobilidade junto da sua área. O estudante deve de verificar como será creditada a sua mobilidade no seu currículo. As áreas tentarão dar a melhor resposta à mobilidade efectuada.

6º passo – manter-se informado. A plataforma internacional www.iocvp.eu será o local de divulgação das novidades em matéria de mobilidade. Sejam alertados via Facebook associando-se a iocvp.